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Evangelho Árabe da Infância — 14. Cura de uma possessa

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1E chegaram a outra aldeia, onde havia uma pobre mulher possessa, a qual, tendo saído de casa à noite em busca de água, viu o Maligno sob a figura de um jovem. E pôs a mão sobre ele para agarrá-lo, mas não pôde sequer tocá-lo. E o rebelde maldito tinha entrado no corpo da mulher, estabelecendo-se assim e mantendo-a no estado de natureza, como no dia do seu nascimento.

2E a possessa não podia suportar sobre si veste alguma, nem morar nos lugares habitados. Todas as vezes que a prendiam com correntes ou com travas, ela as rompia e escapava nua para o deserto. E punha-se nas encruzilhadas dos caminhos e nos túmulos e atirava pedras em todos os que passavam, causando muito aborrecimento às gentes do lugar, as quais desejavam a sua morte, e a sua família também estava muito aflita.

3Quando Maria e José entraram naquela aldeia, viram a infeliz, sentada, nua e ocupada em juntar pedras. E Maria teve piedade do seu estado e, tomando um dos panos de Jesus, lançou-o sobre ela. E, no mesmo instante, o demônio a abandonou precipitadamente sob a figura de um jovem, amaldiçoando e gritando: Ai de mim, por tua causa, Maria, e do teu filho! E aquela mulher ficou livre do seu flagelo. Voltando a si, envergonhada da sua nudez e evitando as pessoas, cobriu-se com o pano de Jesus, correu para casa, vestiu-se e fez aos seus um relato detalhado do fato. E os seus, que eram as pessoas mais importantes da aldeia, deram hospitalidade a Maria e a José com generosa magnificência.

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Versão: Tradução (edição 1) — Tradução popular, a partir da versão espanhola de González-Blanco

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