Une Sacra

Evangelho Árabe da Infância — 16. Cura de outra possessa

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1Três dias permaneceram ali Maria e José, rodeados de honras e suntuosamente tratados pelos noivos e pelas famílias deles. E separaram-se dos seus anfitriões, bem providos por eles de coisas úteis para a viagem, e chegaram a outra aldeia, onde contavam passar a noite, por ser povoada por numerosos e distintos habitantes. Naquela aldeia vivia uma mulher de reputação muito honrada. Um dia, tinha ido ao rio lavar as suas roupas. E, enquanto lavava a roupa, viu que não aparecia ninguém pelos arredores, despiu as suas vestes e começou a banhar-se. E o Maligno, sob a forma de serpente, assaltou-a, enlaçou a sua cintura, enroscou-se ao redor do seu ventre e todos os dias, ao cair da noite, estendia-se sobre ela.

2Quando Maria se aproximou dela, ao ver o menino que esta levava nos braços, a mulher correu ao seu encontro e lhe disse: Ó senhora, dá-me este menino, para que eu o erga e o abrace. Maria deu-lho. E, tão logo o menino esteve nos seus braços, o demônio respirou os espíritos de Jesus e, diante dos olhares de todos, a serpente fugiu, e a possessa não a viu mais. E todos os presentes louvaram o Altíssimo, e aquela mulher tratou esplendidamente Maria e José.

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Versão: Tradução (edição 1) — Tradução popular, a partir da versão espanhola de González-Blanco

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