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Evangelho Árabe da Infância — 18. Cura de um menino leproso

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1E eles consentiram, e a jovem partiu na sua companhia. E chegaram a uma aldeia em cujos limites se erguia um castelo pertencente a um chefe ilustre, que tinha um pavilhão exterior destinado a receber os hóspedes. Nele entraram Maria e José, e a jovem foi ver a esposa do senhor. E, como a encontrasse chorosa e entristecida, perguntou-lhe: Por que choras? E ela respondeu: Não te estranhem as minhas lágrimas, porque sofro uma grande dor, que não posso revelar a ninguém. Mas a jovem lhe disse: Se mo indicares e mo descobrires, talvez eu lhe encontre um remédio.

2A mulher do chefe lhe disse: Guarda bem este segredo e não o reveles a ninguém. Estou casada com este chefe, cujo poder se estende sobre um vasto território. Com ele vivi muito tempo sem lhe dar filhos e, quando enfim tive um, este nasceu leproso. E, assim que ele o viu, recusou-se a reconhecê-lo e me disse: Ou o matas, ou o entregas a uma ama de um país distante, para que nunca mais se saiba dele. Do contrário, rompo toda relação contigo, e nunca mais na vida voltarei a ver-te. Não sei que partido tomar, e o meu desgosto é infinito. Ah, meu filho! Ah, meu esposo! Mas a jovem respondeu: Encontrei para o teu mal um remédio, que vou expor-te. Porque eu também era leprosa e fui purificada por Deus, que não é outro senão Jesus, o filho de Maria. A mulher lhe disse: Onde está esse Deus de que acabas de me falar? A jovem disse: Está aqui, na tua casa. Ela disse: Como? Ele se encontra aqui? A jovem disse: Aqui se acham Maria e seu esposo José, e esse menino que viaja com eles é o que se chama Jesus, e o que me curou do meu mal e do meu tormento. A outra lhe disse: Posso saber como ele te curou da tua lepra? Ela lhe disse: Com muito gosto te satisfarei. A mãe do menino me deu a água que tinha servido para banhá-lo, água que derramei sobre o meu corpo e que purificou a minha lepra.

3Então a esposa do chefe levantou-se e rogou a Maria e a José, com todo o empenho, que fossem seus hóspedes. E convidou José para um grande banquete, ao qual foram convidados muitos homens. E, no dia seguinte, ao amanhecer, levantou-se e tomou água perfumada para banhar nela Jesus. E, tomando o seu filho, banhou-o na água que acabava de usar e, instantaneamente, o menino ficou purificado da sua lepra. E ela glorificou a Deus, dizendo: Feliz a tua mãe, ó Jesus! Como, com a água em que te banhaste, purificas da lepra os homens, que são da mesma raça que tu? E deu a Maria presentes magníficos e a despediu com as maiores honras.

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Versão: Tradução (edição 1) — Tradução popular, a partir da versão espanhola de González-Blanco

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