Evangelho Árabe da Infância — 23. Os dois bandidos
Ler no Une Sacra1Partidos dali, chegaram a uma terra deserta e ouviram dizer que não era segura, porque havia nela bandidos. No entanto, Maria e José decidiram atravessar aquela terra durante a noite. E, enquanto caminhavam, perceberam que, à beira do caminho, apareciam dois bandidos, postados e destacados pelos seus companheiros, que dormiam um pouco mais adiante, para guardar o caminho. Estes dois bandidos que acabavam de encontrar chamavam-se Tito e Dúmaco. E o primeiro disse ao segundo: Deixa-lhes o caminho livre, para que passem, e que os nossos companheiros não o percebam. Dúmaco não consentiu nisso. Então Tito lhe disse: Dar-te-ei a minha parte de quarenta dracmas se me satisfizeres. E apresentou-lhe o seu cinturão como garantia, para decidi-lo a calar-se.
2E, quando Maria viu a nobre conduta daquele bandido para com eles, disse-lhe: O Senhor Deus te protegerá com a sua destra e te concederá o perdão dos teus pecados. E Jesus tomou a palavra e disse a Maria: Ó minha mãe, dentro de trinta anos, os judeus me crucificarão na cidade de Jerusalém e, comigo, crucificarão estes dois bandidos, Tito à minha direita e Dúmaco à minha esquerda! E, naquele dia, Tito me precederá no paraíso. E Maria respondeu: Que isto vos seja recompensado, meu filho!
3Dali dirigiram-se à cidade dos ídolos. E, quando se aproximaram dela, a cidade foi vítima de um terremoto e convertida em colinas de areia.
Versão: Tradução (edição 1) — Tradução popular, a partir da versão espanhola de González-Blanco
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