História de José, o Carpinteiro — 13. Oração de José no templo
Ler no Une Sacra1Ó Deus, pai de toda consolação, Deus de bondade, senhor de toda carne, Deus da minha alma, do meu espírito e do meu corpo, eu te imploro, ó meu Senhor e meu Deus! Se os meus dias se cumpriram e se a minha saída deste mundo está próxima, envia-me o poderoso Miguel, chefe dos teus santos anjos, para que esteja junto de mim até que a minha pobre alma saia do meu corpo miserável sem pena, nem dor, nem perturbação. Porque um temor sombrio e uma violenta aflição se abatem, no dia da morte, sobre todos os corpos: sobre homens, mulheres, animais de carga, animais selvagens, répteis e aves, sobre toda criatura animada por um sopro de vida que há debaixo do céu. E sofrem pavor, medo, angústia e cansaço no momento em que as suas almas abandonam os seus corpos. E agora, ó meu Senhor e meu Deus, esteja o teu anjo junto da minha alma e do meu corpo até que se separem um do outro. Não me volte o rosto o anjo que me guarda desde que fui criado, mas vá comigo pelo caminho até que eu esteja perto de ti. Seja-me o seu rosto afável e alegre, e acompanhe-me em paz. Não deixes que aqueles cuja face é multiforme se aproximem de mim nos lugares por onde eu passar, até que eu chegue em paz junto de ti. Não deixes que os guardas das tuas portas proíbam a entrada à minha alma. Não me confundas diante do teu tribunal terrível. Não se aproximem de mim as feras. Não se afogue a minha alma nas ondas do rio de fogo que toda alma deve atravessar antes de contemplar a divindade da tua majestade, ó Deus, justo juiz, que julgas a humanidade com equidade e retidão e dás a cada um segundo as suas obras! E agora, ó meu Senhor e meu Deus, concede-me a tua graça, ilumina o meu caminho até ti, fonte abundante de todo bem e de toda grandeza pela eternidade. Amém.
Versão: Tradução (edição 1) — Tradução popular, a partir da versão espanhola de González-Blanco
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