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História de José, o Carpinteiro — 28. Missão da morte

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1Ó morte, que aniquilas toda inteligência e semeias tantas lágrimas e tantos lamentos! É, no entanto, Deus, meu Pai, quem te deu esse poder! Pela sua transgressão morreram Adão e Eva. E a morte não foi suprimida nem evitada por ninguém. E, contudo, ela nada faz sem a ordem do Pai. Houve homens que viveram novecentos anos e morreram. Outros viveram mais e morreram. Nenhum deles disse: Eu não provei a morte. Porque o Senhor não prepara a cada instante o castigo de cada um, mas uma só vez. Nessa hora, meu Pai a envia ao homem. E, quando ela se aproxima, considera a ordem que lhe vem do céu, dizendo: Investi contra ele com ímpeto, e a sua alma será logo arrebatada. E apodera-se dessa alma e faz dela o que quer. E, porque Adão transgrediu o mandamento de meu Pai, meu Pai irritou-se contra ele e condenou-o à morte, e a morte entrou no mundo. Se Adão tivesse obedecido a meu Pai, a morte nunca teria sido o seu destino. Pensais que eu não poderia pedir a meu Pai, e que ele não me enviaria um carro de fogo que levasse o corpo de meu pai José ao lugar de repouso, onde habitaria com os seres espirituais? Mas, pela transgressão de Adão, o trabalho e a dor da morte foram decretados contra todo o gênero humano. E, por esta razão, é preciso que também eu morra corporalmente, para que esses seres criados por mim alcancem misericórdia.

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Versão: Tradução (edição 1) — Tradução popular, a partir da versão espanhola de González-Blanco

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