Une Sacra

Suttas em Português — Seleção — SN 2.18 — Com Kakudha

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1Assim ouvi. Em certa ocasião o Buda estava perto de Saketa, no Parque do Gamo no Bosque de Anjana.

2Então, quando a noite estava bem avançada, o glorioso deva Kakudha, iluminando todo o Bosque de Anjana, foi até ao Buda, o homenageou, ficou parado a um lado, e lhe disse: “Você se deleita, contemplativo?”

3“O que tenho eu, senhor?”

4“Então, você se entristece, contemplativo?”

5“O que eu perdi, senhor?”

6“Então, você nem se deleita nem se entristece, contemplativo?”

7“Sim, senhor.”

8“Espero que você seja tranquilo, bhikkhu,
e que nenhum deleite seja encontrado em você.
Espero que, quando você se senta sozinho,
nenhum descontentamento o oprima.”

9“Eu sou genuinamente tranquilo, deva,
e nenhum deleite é encontrado em mim.
E também nenhum descontentamento
me oprime, quando me sento sozinho.”

10“Como você é tranquilo, bhikkhu?
Como nenhum deleite pode ser encontrado em você?
Como nenhum descontentamento
o oprime, quando se senta sozinho?”

11“O deleite nasce da miséria,
a miséria nasce do deleite;
senhor, você me deveria conhecer
como um bhikkhu livre de deleite e miséria.”

12“Após muito tempo eu vejo
um brâmane extinto.
Um bhikkhu livre de deleite e miséria,
ele ultrapassou o apego pelo mundo.”

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Versão: Tradução de Gabriel Laera, Marco Quaresma e Vitor Guimarães — Gabriel Laera, Marco Quaresma e Vitor Guimarães

Edição: 1

Fonte: SuttaCentral

Licença: CC0

Tradução dedicada ao domínio público (CC0) pelos tradutores, que pedem que seu uso esteja de acordo com os valores da comunidade budista.