Une Sacra

Primeira Epístola de Clemente — Capítulo 43

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1E que admira se aqueles que em Cristo receberam de Deus semelhante encargo constituíram os [ministros] acima mencionados, quando também o bem-aventurado Moisés, “servo fiel em toda a sua casa”, registrou nos livros sagrados todas as ordens que lhe foram dadas, e quando também os outros profetas o seguiram, dando testemunho unânime das ordenanças que ele estabelecera? Pois, quando surgiu uma rivalidade a respeito do sacerdócio, e as tribos disputavam entre si qual delas seria adornada com aquele título glorioso, ele mandou aos doze príncipes das tribos que lhe trouxessem as suas varas, cada uma com o nome da tribo inscrito.

2E tomou-as, atou-as [juntas], selou-as com os anéis dos príncipes das tribos e depositou-as no tabernáculo do testemunho, sobre a mesa de Deus. E, tendo fechado as portas do tabernáculo, selou as chaves, como fizera com as varas, e disse-lhes: Homens e irmãos, a tribo cuja vara florescer é a que Deus escolheu para exercer o ofício do sacerdócio e servi-lo. E, quando chegou a manhã, reuniu todo Israel, seiscentos mil homens, mostrou os selos aos príncipes das tribos, abriu o tabernáculo do testemunho e tirou as varas. E achou-se que a vara de Aarão não só tinha florescido, mas também dava fruto.

3Que pensais, amados? Não sabia Moisés de antemão que isto aconteceria? Sem dúvida o sabia; mas procedeu assim para que não houvesse sedição em Israel, e para que fosse glorificado o nome do verdadeiro e único Deus; a quem seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém.

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Versão: Tradução (edição 1) — Tradução popular, a partir da versão inglesa de Alexander Roberts e James Donaldson

Fonte: Wikisource — Ante-Nicene Fathers

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