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Epístola de Barnabé — Capítulo 14

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1Sim [assim é]; mas investiguemos se o Senhor deu realmente aquele testamento que jurou aos pais que daria ao povo. Ele o deu; mas eles não foram dignos de recebê-lo, por causa dos seus pecados. Pois o profeta declara: “E Moisés estava jejuando quarenta dias e quarenta noites no monte Sinai, para receber o testamento do Senhor para o povo.” E recebeu do Senhor duas tábuas, escritas em espírito pelo dedo da mão do Senhor. E Moisés, tendo-as recebido, levou-as para baixo para dá-las ao povo.

2E o Senhor disse a Moisés: “Moisés, Moisés, desce depressa; pois o teu povo pecou, o que tiraste da terra do Egito.” E Moisés compreendeu que tinham feito de novo imagens fundidas; e lançou das mãos as tábuas, e as tábuas do testamento do Senhor se quebraram. Moisés, pois, o recebeu, mas eles se mostraram indignos. Aprendei agora como nós o recebemos. Moisés, como servo, o recebeu; mas o próprio Senhor, tendo sofrido por nós, deu-o a nós, para que fôssemos o povo da herança.

3Mas ele se manifestou para que eles fossem consumados nas suas iniquidades, e para que nós, constituídos herdeiros por meio dele, recebêssemos o testamento do Senhor Jesus, que foi preparado para este fim: que, pela sua manifestação pessoal, resgatando das trevas os nossos corações (que já estavam consumidos pela morte e entregues à iniquidade do erro), fizesse conosco aliança pela sua palavra. Pois está escrito como o Pai, estando para nos resgatar das trevas, lhe ordenou que preparasse para si um povo santo.

4O profeta declara, pois: “Eu, o Senhor teu Deus, te chamei em justiça, e tomarei a tua mão, e te fortalecerei; e te dei por aliança ao povo, por luz das nações, para abrir os olhos dos cegos, tirar dos grilhões os que estão presos e da prisão os que estão sentados nas trevas.” Vedes, pois, de onde fomos resgatados. E outra vez diz o profeta: “Eis que te pus por luz das nações, para que sejas a salvação até os confins da terra, diz o Senhor Deus que te resgata.”

5E outra vez diz o profeta: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar o Evangelho aos humildes; enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e recuperação da vista aos cegos; a anunciar o ano aceitável do Senhor e o dia da retribuição; a consolar todos os que choram.”

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Versão: Tradução (edição 1) — Tradução popular, a partir da versão inglesa de Alexander Roberts e James Donaldson

Fonte: Wikisource — Ante-Nicene Fathers

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