Evangelho Árabe da Infância — 2. Viagem de Maria e de José a Belém
Ler no Une Sacra1No ano 309 de Alexandre, Augusto ordenou que cada pessoa fosse recenseada na sua terra. E José preparou-se para isso e, levando consigo Maria, sua esposa, partiu para Belém, sua aldeia natal.
2E, enquanto caminhavam, José percebeu que o semblante de sua esposa por momentos se ensombrecia e por momentos se iluminava. E, intrigado, tomou a palavra e perguntou: Que tens, Maria? E ela respondeu: Vejo, ó José, alternarem-se dois espetáculos surpreendentes. Vejo o povo de Israel, que chora e se lamenta, e que, estando na luz, se assemelha a um cego que não percebe o sol. E vejo o povo dos incircuncisos, que habitam nas trevas, e que uma nova claridade se levanta para eles e sobre eles, e que eles se alegram cheios de júbilo, como o cego cujos olhos se abrem para ver a luz.
3E José chegou a Belém para se instalar na sua aldeia natal com toda a sua família. E, quando chegaram a uma gruta próxima de Belém, Maria disse a José: Eis que chegou o tempo do meu parto, e é-me impossível ir até a aldeia. Entremos, pois, nesta gruta. E, naquele momento, o sol se punha. E José partiu dali apressado para trazer a Maria uma mulher que a assistisse. E encontrou por acaso uma anciã de raça hebraica, originária de Jerusalém, a quem disse: Vem aqui, mulher bendita, e entra nesta gruta, onde há uma jovem que está prestes a dar à luz.
Versão: Tradução (edição 1) — Tradução popular, a partir da versão espanhola de González-Blanco
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