Tao Te Ching — Capítulo 38
Ler no Une Sacra1(Os que) possuíam no mais alto grau os atributos (do Tao) não (procuravam) mostrá-los, e por isso os possuíam (na mais plena medida). (Os que) possuíam num grau inferior esses atributos (procuravam como) não os perder, e por isso não os possuíam (na mais plena medida).
2(Os que) possuíam no mais alto grau esses atributos nada faziam (com propósito) e não tinham necessidade de fazer coisa alguma. (Os que) os possuíam num grau inferior estavam (sempre) fazendo, e tinham necessidade de assim fazer.
3(Os que) possuíam a mais alta benevolência (procuravam sempre) pô-la em prática, e não tinham necessidade de fazê-lo. (Os que) possuíam a mais alta retidão (procuravam sempre) pô-la em prática, e tinham necessidade de fazê-lo.
4(Os que) possuíam o mais alto (senso de) decoro (procuravam sempre) mostrá-lo e, quando os homens não lhe correspondiam, arregaçavam o braço e marchavam contra eles.
5Assim foi que, quando o Tao se perdeu, os seus atributos apareceram; quando os seus atributos se perderam, a benevolência apareceu; quando a benevolência se perdeu, a retidão apareceu; e quando a retidão se perdeu, apareceram as conveniências.
6Ora, o decoro é a forma atenuada da lealdade de coração e da boa-fé, e é também o começo da desordem; a apreensão rápida é (apenas) uma flor do Tao, e é o começo da estupidez.
7Assim é que o Grande homem se atém ao que é sólido e evita o que é frágil; habita com o fruto e não com a flor. É assim que afasta um e escolhe o outro.
Versão: Tradução (edição 1.1) — Tradução popular, a partir da versão inglesa de James Legge
Fonte: Project Gutenberg — The Tao Teh King, tr. James Legge (216)
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