Evangelho do Pseudo-Mateus — 20. Milagre da palmeira
Ler no Une Sacra1E aconteceu que, no terceiro dia da sua viagem, Maria estava fatigada no deserto pelo ardor do sol e, vendo uma palmeira, disse a José: Vou descansar um pouco à sua sombra. E José conduziu-a até a palmeira e fê-la descer da sua montaria. Quando Maria estava sentada, levantou os olhos para a palmeira e, vendo que estava carregada de frutos, disse a José: Eu gostaria, se fosse possível, de provar os frutos desta palmeira. E José lhe disse: Surpreende-me que fales assim, vendo a altura dessa árvore, e que penses em comer os seus frutos. O que me preocupa é a falta de água, pois já não resta nos nossos odres, e não temos para nós nem para os nossos animais.
2Então o menino Jesus, que descansava, com o semblante sereno, nos joelhos de sua mãe, disse à palmeira: Árvore, inclina-te e alimenta minha mãe com os teus frutos. E a estas palavras a palmeira inclinou a sua copa até os pés de Maria, e colheram frutos com que todos se refizeram. E, mal tinham comido, a árvore continuou inclinada, esperando para erguer-se a ordem daquele que a fizera inclinar-se. Então Jesus lhe disse: Ergue-te, palmeira, recobra a tua força e sê a companheira das árvores que há no paraíso de meu Pai. Descobre com as tuas raízes a fonte que corre debaixo da terra e faze brotar água bastante para apagar a nossa sede. E logo a árvore se endireitou, e dentre as suas raízes brotaram fios de uma água muito clara, muito fresca e de extrema doçura. E, vendo aquela água, todos se alegraram e beberam, eles e todos os animais de carga, e deram graças a Deus.
Versão: Tradução (edição 1) — Tradução popular, a partir da versão espanhola de González-Blanco
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