Rig Veda (seleção de hinos) — 10.146 — Araṇyānī
Ler no Une Sacra1DEUSA do ermo e da floresta, que pareces desaparecer da vista,
Como é que não buscas a aldeia? Não tens medo?
2Quando o gafanhoto responde e avoluma a voz estridente da cigarra,
Parecendo soar com sininhos tilintantes, a Senhora do Bosque exulta.
3E, lá adiante, parece pastar o gado, aparece o que parece uma morada:
Ou então, ao anoitecer, a Senhora da Floresta parece soltar as carroças.
4Aqui um chama a sua vaca, outro ali derrubou uma árvore:
Ao anoitecer, quem mora no bosque imagina que alguém gritou.
5A Deusa nunca mata, a menos que se aproxime algum inimigo assassino.
O homem come do fruto saboroso e depois toma, como lhe apraz, o seu descanso.
6Agora louvei a Rainha da Floresta, de doce perfume, fragrante de bálsamo,
A Mãe de todas as coisas silvestres, que não lavra mas tem provisões de alimento.
Versão: Tradução (edição 1) — Tradução popular, a partir da versão inglesa de Ralph T. H. Griffith
Fonte: Wikisource — The Hymns of the Rigveda
Licença: Domínio público