Une Sacra

Almanaques de Nostradamus — Presságios de 1566

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118Aos maiores morte, perda de honra e violência.
Professores da fé, seu estado e sua seita:
Às duas grandes Igrejas diverso rumor, decadência,
Males vizinhos, querelantes servos da Igreja sem cabeça.

119Perda, grande prejuízo, e não sem violência,
Todos os da fé, mais à religião,
Os maiores perderão vida, sua honra e fortuna,
Ambas as Igrejas. A culpa à sua facção.

120A duas muito Grandes nascer perda perniciosa,
Os maiores sofrerão perda de bens, de honra e de vida,
Tão grandes rumores correrão. A urna odiosa demais.
Grandes doenças haver. Prédica, missa em inveja.

121Os servos das Igrejas trairão seus Senhores,
Outros Senhores também pelos campos indivisos:
Vizinhos de prédica e missa entre si brigarão,
Rumores, ruídos aumentar. À morte muitos deitados.

122De todos os bens abundância a terra nos produzirá,
Nenhum rumor de guerra na França, exceto sedições:
Homicidas, ladrões pelo caminho se encontrarão,
Pouca fé, febre ardente. Povo em comoção.

123Entre o povo discórdia, inimizade brutal,
Guerra. Morte de grandes Príncipes. Muitas partes da Itália:
Chaga universal. Mais forte a ocidental,
Tempo bom e cheio, mas muito seco e esgotado.

124Os trigos não abundarem demais. De todos os outros frutos fartura,
O verão, a primavera úmidos. Inverno longo, neve, gelo:
Em armas o Oriente. A França se reforça,
Morte de gado, mel bastante. Aos sitiados a praça.

125Por pestilência e fogo os frutos das árvores perecerão,
Sinal de azeite abundar. Pai Dionísio não muito:
Grandes morrer. Mas poucos estrangeiros sairão,
Assalto marinho bárbaro, e perigos de fronteiras.

126Chuvas muito excessivas, e de bens abundância,
De gado o preço justo ser. Mulheres fora de perigo:
Granizos, chuvas, trovões: povo abatido na França,
Por morte trabalharão. Morte o povo corrigir.

127Armas, chagas cessar. Morte de sediciosos,
O pai Líber grande não abundará demais:
Malignos serão presos por mais maliciosos,
A França, mais do que nunca vencedora, triunfará.

128Até este mês durar a grande seca,
Na Itália e Provença. Dos frutos, todos pela metade:
O Grande, menos inimigos, prisioneiro do seu bando,
Aos corsários, piratas. E morrer o inimigo.

129O inimigo tão temível retirar-se para a Trácia,
Deixando gritos, uivos e saque desolado:
Deixar rumor em mar e terra. Religião assassinada,
Joviais postos em fuga. Toda seita esmagada.

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Versão: Tradução (edição 1) — Tradução popular

Fonte: Wikisource — Le Pelletier, Les oracles de Michel de Nostredame (1867)

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