O Selvagem: religião e lendas dos tupis
José Vieira Couto de Magalhães · 1876
Ler no Une SacraO Selvagem (1876), do general José Vieira Couto de Magalhães (1837–1898), foi escrito a pedido do imperador D. Pedro II como um curso da língua tupi viva, o nheengatu, acompanhado de um estudo sobre os povos indígenas do Brasil. O autor viajou durante anos pelo Araguaia, pelo Pará e pelo Amazonas e recolheu lendas da boca de indígenas e de mestiços que ainda falavam a língua geral.
Esta seleção reúne o capítulo sobre a religião dos tupis — a teogonia em que o Sol (Guaracy) é a mãe dos viventes, a Lua (Jacy) a mãe dos vegetais e Rudá o deus do amor; os gênios protetores Anhangá, Caipora, Curupira, Saci, Mboitatá e Uauyará; a crença na imortalidade da alma; a lenda de Mani, de onde viria o nome da mandioca; e as invocações cantadas a Rudá e às luas Cairé e Catiti — e duas das lendas que Couto de Magalhães traduziu por inteiro: "Como a noite apareceu", que ele chama de "Gênesis" dos antigos tupis, e "O veado e a onça".
O texto é o da primeira edição, com a grafia da época. É um registro do século XIX feito por um homem do seu tempo: usa palavras como "selvagem" e compara as crenças indígenas com as cristãs, mas defende, contra os cronistas coloniais, que os povos indígenas tinham uma religião verdadeira e uma moral digna de respeito.
Capítulos
Versão: Couto de Magalhães (1876)
Edição: 1
Fonte: O Selvagem (1876) — Internet Archive e Wikisource
Licença: Domínio público